segunda-feira, 7 de setembro de 2015

despedida

Sigo, 
passos firmes
Olho pra trás
Uma
Ou duas
Vezes
Te vejo
Estático
Encruza da vida
Digo, pela última vez
Adeus
E por ser ateu
Tu duvidas
Permanece
En cruz
Não me segue
De mim
Já se esquece
Te vejo
Estático
Cético
Não há
Despedida
Não há
A deus
Não há..
Um mês
E todo dia
Você me visita
Mas peço
Hoje
Com essa
Chuva
Frio
Vai embora
Saudade

só rio

você me deu
poesia
te dei
paixão
erramos 
a dose
tudo
ficou 
demais
suor
lágrima
tesão
perdão!
com fundo
amor
amizade
sexo
com aperto
de mão
transbordei
não voltei
agora
só rio...

passaram se...

Depois 
de você
parece 
que vivo mais
sorrio mais
depois você
voltei a sentir 
o sabor
da fruta mordida
do vinho
da saliva
a comida 
tem gosto diferente
mesmo 
o trivial
tem mais 
tempero
depois 
de você
não me divido 
com ninguém
todos 
os segundos 
são
pra pensar 
em mim
nas viagens 
que vou 
fazer
na roupa 
que quero 
vestir
os livros 
que vou ler
depois de você
minha cama 
ficou maior
ouço músicas 
que gosto
ando nua 
pela casa
depois 
de você
depois 
de vocês
que passaram
eu passarinho...


É mais
que 
desamor
perda
desencontro
aquela 
música piegas
da banda
que 
você gosta
É não ter 
paradeiro
ser
nuvem
sonho
viver só
sentindo
fluindo
eu procuro
chão
como 
um barco
busca
cais



(lembra que o plano era ficarmos bem? Não fiquei)
sempre me pergunto
será que você me lê?
em algum momento
do seu cotidiano
além de lembrar do meu corpo
sexo, cheiro
você me leu
será?
Que me enfrentou,
encarou?
Enxergou nas entrelinhas
além da superfície?
Acho que não
Se tivesse lido
quem sabe
tudo seria diferente
ou não seria

nada
eu já nasci 
exposta
nua
chorando
desfazendo 
um laço
aprendendo 
a respirar
sozinha
então 
não me diga
o que devo 
vestir
guardar 
meu choro
por onde
devo
seguir
eu sei 
muito bem
como viver
minha 
vida



já lavei
as cortinas
mudei
os moveis
troquei
os lençóis
mas você
ah, você!
ainda
não
foi

embora

os dias passam feito nuvens de chuva não consigo esquecer nossa noite teu rosto desenhado na minha retina cada gemido cada mordida ...