sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ela buscava
Uma forma
De sobreviver
Num mundo
Que não lhe cabia

Se cortou
Se moldou

E mesmo assim
Não havia espaço
Pra tanta imensidão

Então
Ela renasceu
Se transformou
Em rio

Seu corpo
Alma
Agora segue
Como água
Corrente
Desaguando

domingo, 21 de agosto de 2016

Eu sinto a chuva, o vento
Enquanto caminho sem pressa
A água fria, a ventania não me metem medo
São tantos pensamentos nessa mente geminiana, que por alguns minutos
Me permito sentir
Agradeço por toda essa bênção que me inunda e devasta, a qual pertenço!
Reparo nesse céu cinzento, que tem a cor dos seus olhos e não é clichê, é fato
E mesmo que não tenha mais seus cabelos
Cada folha que voa, longe..  me dá vontade de segurar entre os dedos
Deixar ir, como eu fazia em ti
E o vento carrega o aroma do buquê de rosas que levo nos braços
Com o alecrim e o manjericão na sacola
E de repente tudo é poesia de novo
Tudo é lembrança e saudade
Tudo é fome
E a vontade de me diluir nessa chuva
De sumir no vento
Chegar até aí
Levando a pele com cheiro de cravo e canela
O gosto de alecrim e manjericão na boca
Meu nome é fome, o seu é alimento
Juntos ou distantes, não importa
Você mora aqui, no meu verso...

(o que não salvei no rascunho)

     
                                   
Enquanto vênus
Segue em exílio
E a água é o que nos
Trás alento
Tem canto
Que traduz
Todo sentimento

https://m.youtube.com/watch?v=1RwZaPTIKHI

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Pra
Quem
Vive
D'água
Sede
Fome
É uma
Quase morte
Então
Não
Me
Negue
Seu
Corpo
Preciso
Dele
Pra
Sobre
Viver
Escrevo
Poesia
Como
Uma
Conversa
Que
Não
Tive
Uma
Vontade
Reprimida
Palavras
Que
Não
Se
Foram
No vento
Mas
Que
Me
Transbordam
Perdidas
Entre
Gemidos
E despedidas

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

"Mas você tem cara que fode bem"

Fodo mesmo!
Fodo
Na vida
Com
Corpo
Mente
Fodo
Por
Todos
Os poros
Fodo
E de tão fodida
Me fodo
Inteira
Sem medida

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Minha poesia
Não é pra
Declamar em sarau
Publicar livros
Ganhar prêmios
Escrevo
Porque não suporto
As palavras
Que gritam
Aqui dentro
Desesperadas
Explodem
No papel
Na tela
No chão
No corpo
Minha poesia
É gozo!

Sobre os vários nãos Não é que uma hora cansa Não, não é isso Todos os dias são cansativos E chega um dia Que o peso se torna insuportável N...