sábado, 13 de janeiro de 2018



Beijou a minha boca

Como se fosse a última

Puxou os meus cabelos

Como se fosse naufrágo

Tocou no meu corpo

Como se fosse cego

Fez juras de amor

Como se fosse crédulo

E olhou nos meus olhos

Como se eu fosse a única


Dois corpos

Sedentos

Se devorando

Tao porfunfamente

Como de quisessem

Engolir o outro

Dois corpos

Transbordando

Suor e gozo

Salivas e lágrima

De outros dias

Sobre outros amores

Dois corpos fartos

Das lutas e cortes

Querendo apenas

Ter a sorte

De paixões infinitas

De olhares

Arrebatadores

E eles se completam

Se fundem

Se fodem

Se amam

Até que não haja mais

Tempo

Até que não sintam mais

Medo

Sendo água

Sendo açude

Sendo alento

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018



Então você voltou

E não encontrou

Quem deixou

Pra trás

Chegou cheio

De vontades

Querendo um passado

Que não volta mais

Sem chão

Sem lar

Sem lugar

Resta somente

As lembranças

Boas, ruins

Cada verso rasgado

Do meu peito

Ainda

Dormente

Quente

Imploro

Não me olhe

Assim

Não me pega

Na minha mão

Não promete nada

Que não possa cumprir

Volte pro lugar

Pra aquela mulher

Que você disse amar

Me deixe aqui

Em paz

terça-feira, 9 de janeiro de 2018



Poesia
A gente sente
Como o sabor
Do vinho
Perfume
No corpo
Barulho
De chuva
Poesia é lembrança


Poesia
Se sente
Como desejo
Vontades
Não se explica
Simplesmente
Acontece
Como
Um sorriso
Uma lágrima
Um adeus
Poesia é saudade

Poesia é tudo
Corpo todo
Dos pés
Ao coração
Pulsando
Não é pra entender
Porque existem coisas
Só pra serem
Sentidas

E ponto






Outubro, 2016.
disse
que
a
noite
ia
ser
foda
mas

fodeu
minha
mente



outubro, 2015.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017



Escrever um livro
Fazer mestrado
Doutorado
Aprender alemão
Francês
Inglês
Viajar o mundo
Conhecer a "África"
Organizar uma passeata
Salvar a pátria


E eu?
Eu só quero dormir
Tranquilamente
Sem pensar
No que conquistar
No dia seguinte
Quero sobreviver
Mais um dia
Não beber
Não chorar
É principalmente

Não me culpar
Por não ser perfeita

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017



Passou o efeito do álcool
E já não sinto mais
Vontade de te escrever
Foi tarde
Como naquele dia
Que despejei toda minha raiva
Num áudio de 9 minutos
Que você nunca ouviu
Sempre exagerada
Sempre
Disposta a sair de madrugada
Pra te encontrar num bar qualquer
E dizer que ainda sinto
Sinto muito, tanto
Sempre exagerada
Fazendo tempestades
Em doses de cachaça
Molhando o céu
Dá sua boca
Com lágrimas
Você sente falta
Dos rodopios na sua sala
Da bagunça nos cabelos
Soltos, compridos
Não corta nunca
Por favor
Eram corpos se contorcendo
E o cheiro de suor
No seu colchão
Nunca fui muito polida
Mesmo
Nem sou de deixar por menos
Deve ser por isso
Que corre na sua espinha
Um arrepio quando me percebe
Solta, em alguma esquina
Que não vai cruzar
Que não vai me encontrar
E não adianta mais, amor
Mandinga
Ebó
Não vai trazer nossa paixão
Nem outro verão
Nenhuma promessa de santo
Mas torço pra nossa Portela
Ganhar no próximo ano

Beijou a minha boca Como se fosse a última Puxou os meus cabelos Como se fosse naufrágo Tocou no meu corpo Como se fosse cego Fez juras de a...