
Matam minha poesia
Quando me entregam a esta vida vazia
Cheia de ódio e mesquinharia
Contaminam meu sangue com egoísmo,
E colocam em minhas mãos a ira...
Deixam-me a mercê da ignorância
Tiram da minha boca o lirismo
Sugam do meu coração a esperança
Tiram-me as asas
Calam minhas palavras
Ferem meus olhos
Enchem-me de mágoa
E matam minha poesia...